Dicas do livro "Empreender na maturidade"

Capa do livro "Empreender na maturidade", de Mara Sampaio

 

“Em vez de reagir ao que o mercado lhe oferece, a pessoa é que vai ao mercado de forma propositiva para oferecer aquilo que ela sabe que tem valor, mesmo que esse valor ainda não esteja claro para os demais.”

 

Empreender na Maturidade: Reinvente-se é um livro de autoria de Mara Sampaio, publicado pela editora Senac, em 2020, e dedicado ao público 50+; aquele que ainda é jovem para se aposentar, mas que começa a ser ignorado pelo mercado de trabalho tradicional.

Mara define o empreendedor como um inventor de produtos exclusivos, que estão faltando em seu mundo e que geram valores úteis à comunidade. Para tanto, a escritora dá uma série de dicas úteis sobre como quem quer empreender deve navegar por esse cenário com mais segurança. Confira.


Dicas do livro "Empreender na maturidade"

Para começar, mude a sua maneira de agir e de se relacionar com o mercado de trabalho. Empreender é, possivelmente, a única saída para driblar o preconceito dos recrutadores e ganhar mais dinheiro sendo o próprio patrão.

Tal atitude implica romper com o passado e considerar a etapa anterior como cumprida. Celebre-a e siga em frente por um caminho totalmente novo. Para dar um novo rumo à vida e criar uma carreira empreendedora, é preciso saber descartar aquilo que não será útil no novo cenário e que nos tira do foco (Nota de Fran Mateus: Se tiver dúvidas nessa fase, a leitura do livro O Poder da Escolha Certa pode ser valiosa).

A criação de um novo negócio, você deve ter como base esses três pilares: fazer as coisas de que gosta, ter um propósito e uma compensação financeira justa.


A fase do autoconhecimento

“Cada um desenvolve a sua atitude empreendedora a partir das suas próprias motivações, traça seu próprio roteiro e faz suas próprias escolhas a partir do momento em que decide seguir por esse caminho.”

O autoconhecimento é importantíssimo para a jornada empreendedora, visto que fazer escolhas significa renunciar a algo. Responda para si mesmo essas perguntas:

  • Quem eu sou? 
  • O que quero?
  • O que me faz feliz?
  • Até que ponto atender aos interesses de determinada organização está sendo mais importante do que satisfazer as minhas próprias necessidades e aspirações?
  • Que ideias deixei para traz e que podem ser trazidas de volta neste momento? Qual o sonho que eu ainda não realizei?
  • Quais são minhas habilidades? Conhecimento de idiomas? Identificação com algum lugar? Com alguma área de atuação?
  • O que preciso descartar? De que preciso desapegar?
  • Quais experiências não quero viver novamente?
  • O que preciso reduzir?
  • O que preciso delegar?
  • De quem eu preciso me afastar?
  • Quais são as expectativas para essa nova etapa da minha vida?


Qualidades para começar a empreender

Antes da ação, somos todos sonhadores. E o sonhador deve mobilizar sua força, seus talentos e suas habilidades para transformar o sonho em algo concreto e passar a ser um realizador. Aqui estão dez qualidades que eles devem ter nesse momento da vida:

  • Capacidade de solucionar problemas complexos.
  • Pensamento crítico.
  • Criatividade.
  • Habilidade na gestão de pessoas.
  • Bom relacionamento interpessoal.
  • Inteligência emocional.
  • Capacidade de julgamento e tomada de decisão.
  • Senso de orientação de serviço.

  • Capacidade de negociação.

  • Flexibilidade cognitiva.


    Definindo o propósito

    Qual é a razão de ser do que você quer fazer agora? A empresa que nasce com um propósito definido tem mais chances de se posicionar no mercado atual. Por isso, dê respostas para as perguntas seguintes para definir o seu propósito.

    • O que você ama fazer?
    • No que você é bom?
    • Do que o mundo precisa?

    • Pelo que as pessoas pagariam para você fazer?


    Competências cognitivas

    Identifique essas sete competências cognitivas em si mesmo:

    • Paixão: “Eu quero” fazer isso!
    • Autoeficácia: “Eu posso” fazer isso com sucesso!
    • Identidade empreendedora: “Eu sou” um empreendedor e a pessoa certa para fazer isso!
    • Proatividade: “Eu faço”, logo, levanto da cadeira e sou orientado para a ação!
    • Tolerância a incertezas: “Eu ouso fazer", preparando-me para as surpresas e sabendo como me adaptar para as situações adversas!
    • Inovação: “Eu crio” e posso recriar a roda (sem necessidade de reinventá-la)!
    • Perseverança: “Eu supero” as dificuldades e sou resiliente!


    Oportunidades e aprendizados

    É essencial romper a inércia e manter a mente aberta para enxergar oportunidades em alternativas de lazer, estilo de vida, serviços de saúde, moda, alimentação, logística, recursos tecnológicos, trabalho educativo, de consultoria, de produção de conhecimento e até no ambiente acadêmico. 

    “Para cada resultado que se deseja alcançar, há mil caminhos que podem levar a ele.”

    Esteja sempre aberto a novos aprendizados e a necessidade de incorporar novas práticas ao próprio repertório (Nota de Fran Mateus: por exemplo, entender o básico sobre tecnologia e soluções de inteligência artificial, essenciais na atualidade), sem dispensar o conhecimento e experiência acumulados ao longo da carreira. Assimile novos conceitos, aperfeiçoe as próprias habilidades, desenvolva ferramentas mais eficientes para lidar com o mercado e encontre novas utilidades para aquilo que sabe e que gosta de fazer.

    Para ser, de fato, um empreendedor, é preciso oferecer produtos ou serviços que gerem valor para os outros, e para isso é indispensável buscar entender o ponto de vista alheio, aprender e incorporá-lo nas suas propostas. Explore um nicho que seja capaz de gerar esse valor para o outro e crescimento para você.


    Planejamento e networking

    Elabore um plano para tentar prever cada etapa do desenvolvimento da empreitada, usando o Método Effectuation, de Saras Sarasvathy, que prega flexibilidade e ajuste às mudanças que ocorrerão pelo caminho.

    Revise e repense a sua rede de relacionamentos profissionais e pessoais. Faça uma limpeza no que for necessário e esteja presente nos grupos dos quais participa, tratando os outros – potenciais clientes – como eles gostariam de ser tratados.


    Por fim...

    Como reflexão, a autora lembra que o seu próximo negócio, primeiro, deve ter congruência com o seu eu, se é para investir seu tempo (um recurso limitado), que seja em algo que também tenha relevância para você. Depois, deve produzir valores úteis à comunidade. E, por fim, deve gerar emoções intensas para a sua realização; você deve se apaixonar por ele para poder realizá-lo bem.


    Sucesso na nova empreitada!

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